7.20.2007

Viagem...

“E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno.”

O pássaro é livre
na prisão do ar.
O espírito é livre
na prisão do corpo.
Mas livre, bem livre,
é mesmo estar morto.
Carlos Drummond de Andrade
~°~

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7.10.2007


S O S = AMAZÔNIA

10/07/2007 - 07h41 - Atualizado em 10/07/2007 - 10h03
Governo planeja concessão de 1 milhão de hectares de florestas

Áreas devem ser exploradas para produção sustentável de madeira e outros serviços. Concessão faz parte do primeiro Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF).
Da Agência Estado entre em contatoTV Globo



Governo mapeou florestas federais, que totalizam 193,8 milhões de hectares (Foto: Reprodução/ TV Globo)

O governo federal espera abrir licitações ainda neste ano para a concessão de 1 milhão de hectares de florestas públicas, que poderão ser explorados pela iniciativa privada para produção sustentável de madeira e outros serviços ambientais. A meta faz parte do primeiro Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF), concluído na segunda-feira (9) pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e que agora segue para consulta pública por 15 dias.A estimativa é que as concessões produzam uma renda bruta de R$ 120 milhões por ano, com a criação de 8.600 postos de trabalho, segundo o diretor do SFB, Tasso Azevedo. O cálculo é baseado numa produção estimada de 610 mil metros cúbicos de madeira em tora e 670 mil metros cúbicos de resíduos madeireiros, que poderão ser aproveitados como biomassa para a produção de energia. Essa é a primeira iniciativa prática de implementação da Lei de Gestão de Florestas Públicas, publicada em março de 2006 e regulamentada um ano depois.O mecanismo de concessões, apresentado como estratégia para combater os crimes fundiários e promover a exploração sustentável dos recursos naturais em terras federais, criou polêmica ao ser inicialmente interpretado como um plano de "privatização" da Amazônia.

Mapeamento
Depois que o plano foi aprovado, o SFB mapeou todas as áreas de floresta pública da União. O cadastro inédito, divulgado na segunda-feira, identificou 193,8 milhões de hectares de florestas federais (equivalente a 23% do território nacional), incluindo unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos. A maior parte (92%) está na Amazônia, principalmente nos estados do Amazonas e Pará. Dentro desse mapa, foram identificados 43,7 milhões de hectares legalmente passíveis de concessão (excluindo-se terras indígenas, reservas extrativistas, parques nacionais e outras unidades de conservação). Na última peneira, restou 1 milhão de hectares que o governo quer licitar ainda neste ano. A expectativa do governo - primeiro com a criação de áreas protegidas e, agora, com as concessões - é transformar as florestas em sistemas produtivos capazes de conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental. "É a economia da floresta que vai salvar a floresta", aposta Azevedo.

MMA » Serviço Florestal Brasileiro » Plano Anual de Outorga Florestal
PLANO ANUAL DE OUTORGA FLORESTAL (PAOF)

O Plano Anual de Outorga Florestal, é o documento instituído pela Lei de Gestão de Florestas Públicas para dar conhecimento ao público da descrição de todas as florestas públicas a serem submetidas a processo de concessão. Nele são apresentados o contexto de sua preparação, as florestas públicas federais cadastradas até o presente e as que foram destinadas à conservação e ao uso comunitário. No PAOF também são explicados os métodos que levaram à seleção das áreas passíveis de concessão e os critérios para a definição das áreas prioritárias para concessão e dos mecanismos de acesso. Consulta pública PAOF 2007/2008A minuta do PAOF 2007/2008 estará aberta para consulta pública até o dia 24 de julho de 2007.
As dúvidas, sugestões e críticas a proposta de PAOF deverão ser enviadas ao Serviço Florestal Brasileiro através do e-mail info@sfb.gov.br .Clique aqui para acessar o Resumo Executivo do PAOF 2007/2008
Clique aqui para acessar o PAOF 2007/2008
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E então questionamos:
Quem quer o plano???
Quem aprovou o plano???
Quem serão os beneficiados com ele???
Queremos de fato que a floresta amazônica seja posta a baixo???
E vamos vê-la sucumbir, tal qual vemos nossos mangues, nossas dunas, nossos mares, e como tudo que vem sendo dilapidado em prol de uns ou outros que se beneficiam de seus postos e poderes, trocando leis, recriando normas e valendo-se da incumbência de serem impunes em seus postos conquistados através do voto do povo brasileiro, permitindo que indevidamente o que pertence a todos, seja posto abaixo???
Denuncie. A Amazônia tem dono sim!!! É de todos nós e não de quem o governo brasileiro acreditar que deva conceder a posse e o direito de derrubá-la...
Eu quero a minha parte da floresta, viva, a quero preservada, íntegra e intocada!!! Não coloquei meu quinhão à venda e nem autorizei político algum a vender absolutamente nada do que também é meu, como cidadã e muito menos autorizo quem quer que seja, que o faça em meu nome!!! Especialmente por sermos todos habitantes de um planeta que começa a sofrer dramaticamente pela ignorância dos muitos erros já cometidos contra a natureza...
Em plena campanha "LIVE EARTH CONCERTS", o Brasil resolve derrubar a Amazônia, com um projeto fantasiado de manejo sustentável...

Pode???

Faça a sua parte!!! Reclame!!! Clame!!! Inflame-se!!!
A AMAZÔNIA é sua também e faz parte do seu patrimônio!!!

Votar e colocar no poder quem não possui a menor condição técnica, didática, cultural, moral, ética, ecológica e de respeito ao bem comum, é o preço a ser pago por todos... É o preço da ignorância e da omissão!!!
ATENÇÃO PARA O TAMANHO DA ÁREA A SER DEVASTADA...
Postado por Cristina Oliveira

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4.10.2007

Aquecimento...







Dez maravilhas da natureza estão ameaçadas pelas mudanças climáticas

O tigre de Bengala está entre as dez maravilhas que podem desaparecer

BRUXELAS, 5 abr (AFP) - Floresta Amazônica, geleiras do Himalaia, corais e tigre de Bengala, as mudanças climáticas ameaçam dez das regiões ou espécies consideradas como parte das maravilhas da natureza, advertiu o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

"Das tartarugas aos tigres, do deserto de Chihuahua à grande Amazônia, todas estas maravilhas da natureza estão ameaçadas pela elevação das temperaturas, assim como as reservas de água doce do planeta", insistiu Lara Hansen, responsável científica do programa Clima do WWF, apresentando o estudo em Bruxelas, onde o Painel Intergovernamental de Especialistas em Evolução Climática (IPCC, em inglês) divulgará nesta sexta-feira a segunda parte de seu relatório dedicado às conseqüências do fenômeno.
Entre 30% e 60% da floresta amazônica, onde vivem 40.000 espécies de plantas e 427 de mamíferos, poderá se transformar em savana, indica a WWF em um estudo publicado em Paris.

O bosque valdiviano, que abrange o Chile e a Argentina, onde cresce o larício, uma pequena árvore conífera, de cor verde clara e que pode chegar a viver 3.000 anos, também está ameaçado, segundo a organização ecológica.
O deserto de Chihuahua, entre Estados Unidos e México, habitat de cerca de 3.500 plantas diferentes (cáctus, yucas, etc) e de animais ameaçados (jaguar, muflão canadense, urso negro), é outro lugar em alerta.

A grande barreira de corais da Austrália pode ser extinta, pois com o aumento da temperatura se embranqueceria até a morte. E as tartarugas marinhas escamadas das costas sul-americanas e caribenhas também estão em perigo.

No Ártico, onde o aquecimento se produz com o dobro da velocidade da maior parte do planeta, são os salmões do Alasca os mais ameaçados.

Na Ásia, os Sundarbans correm um grande risco. Trata-se da maior extensão do mundo de mangues, entre Índia e Bangladesh, com o famoso tigre de Bengala em seus limites.

Na China, o WWF cita a parte superior do rio Yang-Tsé, o mais longo rio do mundo e uma das duas únicas regiões nas quais vive o urso panda em estado selvagem.

No Himalaia, que abriga mais geleiras que qualquer outra zona da Terra à exceção dos pólos, o gelo pode se derreter a uma velocidade tal que as conseqüências seriam muito graves.

A fundação expressa sua preocupação com os bosques das costas orientais da África, do Quênia à Tanzânia e Moçambique."Não quero dizer que é tarde demais", ressalta Lara Hansen. "Mas do ponto de vista da conservação, se nós começarmos agora a administrar as mudanças climáticas, se continuarmos no caminho de um desenvolvimento desenfreado que já exerce uma pressão considerável sobre as reservas naturais, a natureza e a biodiversidade perderão a longo prazo." "Temos uma grande parte da humanidade que tira seu sustento destas reservas", acrescentou: "é preciso começar a pensar a partir de agora no que fazer de melhor para que tudo isto coexista"."

Folha Uol -
Fotos Bichos
AFP

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12.01.2006

Arcos D'Água


Seguiu-se a trilha da água sobre terra e sobre mar, porque o homem está em constante movimento sobre a escassa terra e o imenso mar. Por terra se vai da Europa à Ásia e à África, mas é por mar que se liga à América e Oceania.
Arcos D'Água saíu da América e dirigiu-se aos Açores, na confluência do Velho com o Novo Mundo. Juntou três Olhares, mostrou Ilusões e despertou inquietações. Pretendeu olhar artísticamente a água, a chuva e a vida. Pretendeu partilhar folhas de Ácer, solidões, correntezas, gotas, fogo e mar, raios de Sol, rios e riachos, quedas de água, barcos, amarras, pedras, sombras, portas e lagoas sob o tecto do Anticiclone dos Açores. Partilhou essencialmente a alma humana, fazendo dessa trilha experimental, um caminho mais seguro.
Rodopiou por duas ilhas: São Miguel e Terceira, mas aspira chegar às restantes sete do Arquipélago Açoriano, porque trilhar é isso mesmo, não conhecer limites ou fronteiras. Os trilhos não têm fronteiras porque são feitos de instintos e emoções.
É pelo trilho da água que circulará a seiva das plantas e o sangue dos animais. É também pelo trilho da água que se matará a sede ao mundo e se alimentarão as bocas famintas dos "Zés Ninguéns" de ninguém.
A Exposição fotográfica Arcos D'Água da autoria de Vasco Oswaldo Santos - Toronto - Canadá, de Maria Cristina Oliveira - Florianópolis- Santa Catarina - Brasil e de Maria de Deus Moreira - Ponta Delgada - Açores - Portugal foi o mote de discussões científicas em torno da problemática da água, da desertificação planetária e aproveitamento racional de recursos.
Durante os oito dias da Exposição discutiram-se as pontes entre a água e o conhecimento, num conjunto de vinte e quatro palestras e um Workshop proferidos maioritáriamente por professores da Universidade dos Açores, mas onde também participaram ou estiveram presentes professores da Universidade de Toronto, da Universidade do Algarve, da Universidade de Évora e da Universidade Nova de Lisboa.
Provou-se que a arte é capaz de envolver os cidadãos, tanto ou mais que as preocupações científicas e que olhares distintos, são apenas formas diferentes de perceber a realidade.
Esta actividade no âmbito do Projecto Tilhas&Terras=Homem em Movimento, contou com o apoio do Grupo Huahine - Florianópolis/Brasil; ADiáspora.com e M3Brand.com, de Toronto/Canadá; Teatro Micaelense - Centro de Congressos e Carlos Vierira & Filhos, de Ponta Delgada - Açores/Portugal; do Centro de Tecnologias Agrárias dos Açores, Direcção do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e da Direcção Regional de Ciência e Tecnologia, Açores/Portugal.
Arcos D'Água, continuará a rodopiar nos Açores, até chegar a todas as ilhas.
Félix Rodrigues

9.04.2006

Anistia Internacional













Painéis da Anistia Internacional, feitos de material transparente, foram colocados em algumas cidades da Suíça e em outras cidades da Europa, criando uma interessante ilusão em que patologias sociais, tais como fome, guerra civil, tortura, entre outras, tão comuns em países do 3.° mundo - e nos de 1º também, direta ou indiretamente - foram adaptadas à paisagem local através de uma curiosa montagem fotográfica.

No topo, uma mensagem diz: "Isso pode até não acontecer aqui, mas está acontecendo agora.". Estão escritas em Francês, Alemão e Italiano.

Foram criadas pela agência suíça Walker, para a Anistia Internacional.
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8.11.2006

Desertos e Desertificação II

E em meio a biopirataria...
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Desflorestou!
Logo, matou.
E ficou, Só.
Ocupou!

.

Logo, alterou.
E ficou,Pobre.
Envenenou!
Logo, conspurcou.

.

E ficou,Estéril.
Pirateou!
Logo, usurpou.
E ficou,Esturpado
.
Félix Rodrigues
.


Clique na foto para ampliá-la


CIDADES = USINAS DO MOVIMENTO
Integridade?
.
Convergência dos movimentos
A cidade respira no recorte do corpo,
o limite do homem para fora do risco do olho
E a violência implode em desejos...
.
Íntegro o ser se recorta tateando
No limite – o sonho do completo
Na fragmentação das esquinas,
a densidade de nossas muitas histórias.
.

No espaço aberto das cidades
Homens convivem em combate
No útero onde crescem os sonhos
No vácuo onde cresce o caos.

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E a dança da vida busca a integridade na dúvida

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Homem, em busca total na Urbis, fatal!
Reino do movimento
Movimento dos corpos,
andança...

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Contornos e percepções
Diálogo das compreensões
Violências e paixões,
Dança!

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Cristina Oliveira

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7.29.2006

Desertos e Desertificação

O Pantanal é a maior área alagada do mundo.
De um lado o desmatamento desmedido e criminoso e do outro, a invasão do plantio da soja e o mau uso das reservas naturais...






Desertos e Desertificação

O tempo mede-se pela capacidade de transformação da matéria. Se nada acontece paramos no tempo, se tudo se transforma, aceleramo-lo.
Década após década que a água da chuva vai talhando as veias que alimentam a Terra, e fá-lo, há milhares de anos.
Por centenas de anos que as árvores vão coleccionando aneis, e fazem-no, há milhões de anos.
O meio natural criou, ao longo da história do planeta, um fantástico romance que intitulou de Equilíbrio.
Cabe-nos gerir o tempo e a velocidade com que ele avança, cientes que, quanto mais rápido este decorrer, mais perto estaremos do fim de um ciclo ou do fim de uma grande unidade natural de tempo.
Cada ciclo termina quando outro se começa a instalar, e não será forçoso que o ciclo subsequente seja de prosperidade.
Quando ano após ano se dizimam milhões de coleccionadoras de aneis que modernamente poderíamos chamar de Senhoras dos Aneis, as veias ressentem-se e começam a secar ou então a transbordar como se de uma hemorrogia se tratasse. Aí, o solo fende-se ou encharca-se.
De um solo retalhado não sai alimento, nem água, nem vida nem tão pouco argumentos para uma nova economia. Um solo ressequido é, contraditóriamente, um pedaço congelado de tempo, porque não há nada para transformar.
A fome e a desertificação assinalarão para todo o sempre, num dado lugar, o fim do império das coleccionadoras de aneis.
Que desolador se poderá tornar golopar na crista das dunas de areia, e subjugar, como se de uma nova cruzada se tratasse, terras de leite e mel! Nessa cavalgada é impossível voltar atrás, mas é sempre possível parar, num dado momento, num dado local.
O tempo encarregar-se-á de eliminar, com as mesmas armas com que se amedrontam as coleccionadoras de aneis: os dizimadores de florestas, os intoxicadores de substratos e os incineradores de circos de vida. Os lucros e o respeito pelos constructores de macro e micro-economias, que tem por base ciclos de morte, serão efémeros, mas o holocausto que daí pode resultar não distinguirá nem raça nem credo, nem local nem classe social, e ficará registado, na imensa vulnerabilidade dos seres e das espécies.
Os desertos avançam nos cavalos alados da irresponsabilidade individual, social e planetária, empunhando ostensivamente a arma da desertificação, qual divindade formada do sono e da noite que vai redopiando no ar a sua foice.
Nem vale a pena contar: os seios incapazes de amamentar crianças da África Subsariana, os hectares de mata derrubados anualmente nas Rodônias deste mundo, as intoxicações por mercúrios que saiem das mãos pobres dos garimpeiros da Indonésia e Amazónia, as emissões de gases com efeito de estufa dos G7, os desvios dos rios do norte para cultivar laranjas nos desertos do sul da Península Ibérica e os lagos eutrofizados da América do Norte, para percebermos que os incontáveis números locais traduzem uma imprevisível agonia global.
Sobre o globo voará cada vez mais areia de desertos, dando a parecer que o vento está animado de um propósito próprio: o de querer entupir os narizes empertigados daqueles que pensam que o seu ar é único e exclusivo. O ar é o elo físico que une todos os povos do mundo e todas os seres da Terra.
Este tempo que se confunde com aquele outro, é de mudança, tendendo preocupantemente para a escrita de outro romance, com outras personagens que não as actuais, e também não será, a história dos filhos que hão-de vir.
Neste palco da vida não vale a pena vocifrar “cobras e lagartos” porque estes não tem culpa de lhes prepararmos os espaços predilectos.
E andamos nós por aí, não a dar de comer a quem tem fome, nem a dar de beber a quem tem sede, mas a produzir excessivamente para enterrar e a contaminar o líquido da vida em nome das endeusadas regras do mercado.
Precisamos colocar anúncios em todos os jornais pedindo por regras racionais, mas também do coração, capazes de combater atempadamente a desertificação, e por consequência, a fome dos nossos filhos e netos.
Félix Rodrigues
Angra do Heroísmo
Açores - Portugal
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Clique no link para assistir ao vídeo sobre a seca na maior área alagada do mundo, o Patanal, no Mato Grosso.
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6.02.2006

Reis de Copa...

Existe um dito popular que diz: "onde há fumaça, há fogo"...

E um outro: "quem procura, acha"...

E ainda: "o pior cego, é aquele que não quer ver"...

E na competição das Estrelas não existe um ganhador, independente de recursos, riquezas, bandeiras, fronteiras, distâncias, culturas, idiomas, religiões, credos, cores... Nesse campeonato, somos todos perdedores...

E por vezes falar é diferente de pensar. E por vezes assistir é diferente de participar.

E quanto da nossa vida é igual ao futebol? Alguns jogam e os outros assistem.

Os que assistem são muito mais do que aqueles que jogam.

Por vezes as regras do jogo alteram-se e alguns ficam donos da bola.

O dono da bola quer sempre ganhar, e quando vê que o adversário vai marcar golo, ou quando o público começa a gritar golo, agarra a bola e diz que a bola é só dele.

A nossa equipa raramente ou nunca é responsavel por uma grande penalidade. Estas são sempre marcadas por árbitros que vêem mal. Os outros são sempre os errados vencedores.

Quanto de inhumano existe no hooliganismo, quanto de inhumano existe na demissão da cidadania global?


União Européia




USA

China

Colômbia

Angola

Burkina Faso


Somália

Brasil

"A Revista Grande Reportagem, é uma revista de Hard Journalism, tipo a Times.
A idéia era passar o conceito de que a Revista oferecia jornalismo profundo nos assuntos que de real importância no mundo atual.
Foi aí que chegamos no conceito Meet the World.
A partir daí começamos a pesquisar factos relevantes, globais e actuais"...

Para continuar a ler, visite o site abaixo

http://www.brazilianartists.net/home/flags/index2.htm

Clique aqui para ver mais uma bandeira...

http://www.barabanow.com/iraqfree.html

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Na Bandeira do Brasil, está faltando a faixa com as palavras Ordem e Progresso... Veio mesmo a calhar e ninguém garante que tais palavras não podem estar por aí nas malas, aquelas que sabemos, rodam impunimente...

Perdeu!

Cariocas que já foram assaltados relatam ter ouvido a palavra "perdeu" sempre que os meliantes se julgavam (e com razão) donos da situação. Ela significa, na linguagem do criminoso, que a vítima já não tem condições de reagir ao assalto e não resta senão render-se e entregar tudo o que tem nas mãos e nos bolsos.
É exatamente esta a sensação que tenho agora quando Lulla, lastreado nas pesquisas de intenção de voto que lhe asseguram eleição no primeiro turno, desafia a oposição a usar cenas da CPI na campanha presidencial. O que ele está dizendo é exatamente o que o assaltante carioca nos diz com o seu "perdeu".
E por que, afinal, esse Governo, com uma taxa de corrupção gigantesca e comprovada, ainda se arroga o desafio? É certo que sua afirmação corresponde a uma aprovação formal (já suspeitada) aos atos de Dirceu, Delúbio, Silvinho "Land Rover" e outros que, nos primórdios do mensalão, publicamente teria rotulado como traidores. Também é certo que nem mesmo a denúncia do Procurador Geral da República sobre os Quarenta Ladrões que se associaram ao "nosso" Ali Babá balançou o prestígio eleitoral de Lulla.
Creio que a aprovação de 63% dos eleitores ao modo de governar e roubar de Lulla e do PT é uma prova de nossa incompetência, da força do populismo assistencialista e da falta de coragem de homens públicos que não tiveram a ousadia de pelo menos tentar o impeachment do sindicalista-presidente. A menos que se prove o contrário, o que parece é que, além das naturais resistências dos "movimentos sociais" ao impeachment, os políticos de oposição tiveram medo de que, examinados seus patrimônios pessoais, estes se mostrassem incompatíveis com seus ganhos declarados.
Tenho que concordar com os assaltantes do Rio que, ao verem a vítima desprotegida, informam: "Perdeu!"

Texto "Perdeu", de Arthur Chagas Diniz*

E em tempo:

Lula Molusco, é um personagem de desenho animado...

E nós, brasileiros, somos todos patetas...

A bandeira de Portugal, perde-se numa simples estrelinha da Europa. Em Portugal parece só haver patriotismo no Fado, no Futebol e em Fátima.

O Português é capaz de chorar porque perdeu o campeonato, mas incapaz de chorar quando vai para o desemprego, incapaz de chorar quando lhe queimam as florestas do seu País.

Hasteiam-se bandeiras nas janelas nas competições de futebol, e crítica-se todo o ano o País.

O grande orgulho nacional terá que passar para além de termos portugueses que sabem pontapear e muito bem a bola, o grande orgulho nacional deveria surgir quando pelo menos 90% dos portugueses participam na escolha do seu governo, ou seja, quando a abstenção diminuísse para níveis dignos e aceitáveis.

Os portugueses ainda não perceberam que não são bons treinadores de bancada nem bons políticos no café.

Por Félix Rodrigues e Cristina Oliveira

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Desambientado

Lâmina D'Água

5.18.2006

O MAR


Mar Brasileiro


Retrato de uma cidade


Tem nome de rio esta cidade
onde brincam os rios de esconder.
Cidade feita de montanha
em casamento indissolúvel
com o mar.
Aqui
amanhece como em qualquer parte do mundo
mas vibra o sentimento
de que as coisas se amaram durante a noite.
As coisas se amaram. E despertam
mais jovens, com apetite de viver
os jogos de luz na espuma,
o topázio do sol na folhagem,
a irisação da hora
na areia desdobrada até o limite do olhar.
Formas adolescentes ou maduras
recortam-se em escultura de água borrifada.
Um riso claro, que vem de antes da Grécia
(vem do instinto)
coroa a sarabanda a beira-mar.
Repara, repara neste corpo
que é flor no ato de florir
entre barraca e prancha de surf,
luxuosamente flor, gratuitamente flor
ofertada à vista de quem passa
no ato de ver e não colher.


Eis que um frenesi ganha este povo,
risca o asfalto da avenida, fere o ar.
O Rio toma forma de sambista.
É puro carnaval, loucura mansa,
a reboar no canto de mil bocas,
de dez mil, de trinta mil, de cem mil bocas,
no ritual de entrega a um deus amigo,
deus veloz que passa e deixa
rastro de música no espaço
para o resto do ano.
E não se esgota o impulso da cidade
na festa colorida. Outra festa se estende
por todo o corpo ardente dos subúrbios
até o mármore e o fumé
de sofisticados, burgueses
edifícios, uma paixão:


a bola
o drible
o chute
o gol


no estádio-templo que celebra
os nervosos ofícios anuais
do Campeonato.


Cristo, uma estátua? Uma presença,
do alto, não dos astros,
mas do Corcovado, bem mais perto
da humana contingência,
preside ao viver geral, sem muito esforço,
pois é lei carioca
(ou destino carioca, tanto faz)
misturar tristeza, amor e som,
trabalho, piada, loteria
na mesma concha do momento
que é preciso lamber até a última
gota de mel e nervos, plenamente.
A sensualidade esvoaçante
em caminhos de sombra e ao dia claro
de colinas e angras,
no ar tropical infunde a essência
de redondas volúpias repartidas.
Em torno de mulher
o sistema de gesto e de vozes
vai-se tecendo. E vai-se definindo
a alma do Rio: vê mulher em tudo.
Na curva dos jardins, no talhe esbelto
do coqueiro, na torre circular,
no perfil do morto e no fluir da água,
mulher mulher mulher mulher mulher.


Cada cidade tem sua linguagem
nas dobras da linguagem transparente.
Pula
do cofre da gíria uma riqueza,
do Rio apenas, de mais nenhum Brasil.
Diamantes-minuto, palavras
cintilam por toda parte, num relâmpago,
e se apagam. Morre na rua a ondulação
do signo irônico.
Já outros vêm saltando em profusão.
Este Rio...
Este fingir que nada é sério, nada, nada,
e no fundo guardar o religioso
terror, sacro fervor
que vai de Ogum e Iemanjá ao Menino Jesus de Praga,
e no altar barroco ou no terreiro
consagra a mesma vela acesa,
a mesma rosa branca, a mesma palma
à Divindade longe.
Este Rio peralta!
Rio dengoso, erótico, fraterno,
aberto ao mundo, laranja
de cinqüenta sabores diferentes
(alguns amargos, por que não?),
laranja toda em chama, sumarenta
de amor.
Repara, repara nas nuvens; vão desatando
bandeiras de púrpura e violeta
sobre os montes e o mar.
Anoitece no Rio. A noite é luz sonhando.

Carlos Drummond de Andrade
Mar Ilhéu Brasileiro
O Mar
Que nostalgia vem das tuas vagas,
Ó velho mar, ó lutador oceano!
Tu de saudades íntimas alagas
O mais profundo coração humano.
.
Sim! Do teu choro enorme e soberano,
Do teu gemer nas desoladas plagas,
Sai o quer que é, rude sultão ufano,
Que abre nos peitos verdadeiras chagas.
.
Ó mar! ó mar! embora esse eletrismo,
Tu tens em ti o gérmen do lirismo,
És um poeta lírico demais.
.
E eu para rir com bom humor das tuas
Nevroses colossais, bastam-me as luas
Quando fazem luzir os seus metais.

Cruz e Souza

João da Cruz e Sousa (1861 - 1898), filho de escravos alforriados, nasceu em Desterro, atual Florianópolis.

Mar Português

Foto extraída de Trekearth

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

.

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

Mar ilhéu

O Mar Salgado de Pessoa,
Que em Portugal se entoa,
Chora as noivas por casar,
e a dor que nos dá o mar.

Neste canto do “Mar Salgado”
Onde Neptuno repousa,
O mar deixa fechado,
O caminho a quem ousa,
A não assentar a quilha,
Ou avançar pr’ além da ilha.

.... E a minha ilha é um castelo,
Belo, símplice, singelo,
E o mar o meu carcereiro,
Ora brando, ora grosseiro.

Félix Rodrigues

O mar à volta do Jardim do Atlântico

Gosto deste mar! Onde outrora,
Saíram nossos pares,
Com temperaturas amenas
Sempre a nos afagar!

Neste caso o “Galo-Mar”,
Situa-se no Caniço e a leste do Funchal,
Onde a colónia Alemã veio cá para morar!

Nem precisas te cansar...
O elevador está lá
E leva-te até ao mar!

No outro lado oposto da Ilha da Madeira
Como vês, tem piscina natural!
Do Porto Moniz falamos afinal,
Ao fundo, o mar que nos leva à ilha do Porto Santo.

O chamado mar da “travessa”
Que liga a Madeira à Ilha dilecta
Tudo nesta piscina a natureza criou
Na ponta da Ilha a Oeste ficou!


Porto Santo

soslayo

4.25.2006

April in Deutschland

Para quem chega, pelo sul, vindo dos países desse mesmo sul, é a surpresa. Junto aos Alpes, a neve continua a cair. Para quem vive do Sol e para o Sol, para quem cultiva o bronzeado e a claridade dos longos dias, rende-se ao frio e à beleza de um nevão só comparável aos postais de Natal. Em Abril, ainda neva na Alemanha.

O frio de um longo e rigoroso Inverno propicia a criatividade, a meditação e o recolhimento. Por estas paragens, a produtividade não é um problema e o futuro é uma realidade. Em Abril, a Alemanha constrói futuro. A Alemanha cria e inova.
Em Abril, e nos meses anteriores, a cidade prepara o Verão. Aguarda impaciente pelos dias de Sol e de calor. Espera poder voltar à rua e retomar as suas actividades ao ar livre. Curiosamente, sem ter um clima que facilite as actividades no exterior, os espaços destinados à cultura fora de portas são mantidos e acarinhados pelo Estado. Mesmo se falarmos de cultura urbana ou sub-urbana. Uma sociedade evoluída culturalmente é uma sociedade dinâmica e não passiva. É uma sociedade com os olhos postos no amanhã.

Em Abril, mesmo com muito frio e pouca luz, a Alemanha cria condições para que os seus habitantes tenham qualidade de vida. O domínio e a utilização das novas tecnologias são a chave para o sucesso. Computadores portáteis e Internet sem fios já fazem parte da paisagem berlinense.

A Alemanha não se resignou. Não aceitou ficar presa aos acontecimentos trágicos do passado. Assistiu à queda do Muro e reunificou-se. Berlim terá sido certamente a cidade mais sacrificada de todo o século XX. Ficou totalmente destruída. Foi governada por potências estrangeiras inimigas. Foi dividida. Foi símbolo de vergonha e intolerância. Em seu nome cometeram-se as maiores atrocidades da história da Humanidade. Reunificou-se.

Vive com as memórias do passado. Não as destruiu nem as ignora. Pelo contrário, tenta mantê-las sempre presentes. Sem complexos. Um povo que cultiva a ocultação da História e procura fazer esquecer o seu passado é um povo sem alma, um povo à deriva.

Na noite de 9 de Novembro de 1989, o Muro caiu, foi Abril na Alemanha de Leste. Liberdade. Progresso. Futuro. Sararam-se as feridas. Assumiu-se a vergonha. Olhou-se para o futuro. A Alemanha não ficou constantemente a chorar o passado. Olha-o com respeito e como lição de vida. Nos ditos países do Sul e do Sol, de Abril e de cravos, o passado ainda é fantasma. Continuamos presos a ele.


É preciso olhar para ele. Com respeito e com esperança. É preciso olhar para a frente. Crescer. Sem destruir. Sem ocultar. Como na Alemanha, como em Berlim, em Abril de 2006 constrói-se futuro. Mesmo com a presença constante dos símbolos de um passado opressor e castrador.

A Alemanha, com todas as suas mazelas e desconfianças, não hesitou em apanhar o comboio do progresso. O futuro é já daqui a instantes, em Abril.

Paulo Ribeiro

4.22.2006

Avril au Portugal

Abril em Portugal, poder-se-ia dizer "Avril au Portugal", em francês, por ter sido França, durante muito tempo, destino de eleição dos emigrantes portugueses.
Abril poderá significar partida, mas também pode ser luta, revolta, libertação.

(Foto do Museu do Imigrante - São Paulo)

Abril também foi Coimbra, também foi fado, também é saudade, também é Portugal e Revolução.


Abril traz-nos lendas, e o nosso povo, encarrega-se, ao pôr do sol,


de gerar utopias.


Félix Rodrigues

Abril brasileiro...



Dia dos Índios...
Dia do Descobrimento...



Região de Guarulhos, São Paulo



Região sul da cidade do Rio de Janeiro


Nem somos índios, nem somos portugueses...


Cá estamos nós, depois de tantos anos de persistência, em buscas constantes de nossa verdadeira indentidade, ainda um tanto perdidos em meio a nossa própria realidade. Somos um país rico culturalmente e com reservas incomparáveis. Geografia deslumbrante e povo estonteamente criativo. No entanto sabemos que esse país por vezes, trilha caminhos distoantes...
É comum nos depararmos com noticiários pelo mundo todo, referindo-se sobre a violência nas grandes metrópolis brasileiras. Falamos da nossa miséria e pobreza, como se não fôssemos todos nós, também, um tanto responsáveis por ela... Como se a conseqüência dela, não pudesse se aproximar de nós... Como se viver nesses nossos dias, fosse possível esquecer do que nos cerca; do que vive ao lado; do que aparentemente não nos pertence, bastando para isso, nos mantermos quase que indiferentes... Sabemos que é prudente estarmos bem informados... Mas tomar conhecimento dos fatos e de todas as mazelas que nos cercam, não significa que necessariamente precisamos agir como se esse mal nos pertencesse... É mais fácil protelar... Nem mesmo cobrar, parece ser um ato que nos cabe... Lamentamos sim, mas dificilmente nos situamos...

Há preocupações com a internacionalização da Amazônia, por exemplo, mas quando é levantada a defesa dessa proposta, a única coisa que é pensada, é o resultado mais evidente a olhos nus e apenas a parte boa da grande e generosa floresta, é lembrada. Parece normal o esquecimento do que há escondido atrás das grandes árvores... Debaixo das muitas copas... Deslizando pelas infinitas lâminas... Não pensamos por exemplo, em internacionalizações visando a ajuda humanitária à pobreza, como um ato de responsabilidade de todos os países, pelo bem e sem fronteiras... Em muitos casos desses, nos portamos como se o problema alheio, não pudesse jamais chegar até nós; como se a pobreza não nos pertencesse. É normal portanto, que consideremos de nossa responsabilidade, apenas as riquezas e essas devem ser preservadas mesmo, mas nem por essa razão, internacionalizadas.

Sabemos que responsabilidade é uma atitude e essa implica em muitas frentes. Um inimigo letal e destruidor, que vem se instalando nas mais distintas classe sociais, é o consumo da droga. A classe alta, a classe média e todos de modo geral, a partir do momento que trata com normalidade o uso da droga sendo ela qual for – e por vezes muitos a consideram como se fosse um fetiche; algo associado ao glamour e ao poder – está sendo conivente com o financiamento da violência desenfreada. Quem compra droga, financia o tráfico e é responsável também, por muitas das diferentes pobrezas existentes pelo mundo à fora e nos mais distintos territórios, pelas mais distintas trilhas...

O mundo contemporâneo, assiste catatônico a uma verdadeira falência múltipla de instituições nacionais e órgãos governamentais, para atendermos à itens imprescindíveis para o bem estar de seus habitantes em suas diferentes ordens, seja alimentação, moradia, educação, saúde, transporte, segurança, geração de empregos, rede de abastecimento de água, saneamento básico, resíduos sólidos, energia, telecomunicações, laser... Permanecemos aguardando e contando que ‘alguém’ saia à procura de novas maneiras para solucionar ou trabalhar as necessidades que nossos governantes não conseguiram e nem conseguirão resolver, embora seja essa a responsabilidade maior deles e para o qual, foram e são eleitos. Na falta de uma conduta correta e no mínimo adequada e diante do caos, a tendência é a tomada de outros caminhos. Uma tomada diferenciada, em outros moldes e nem sempre ela surge de modo justo e nem por isso atende com equilíbrio, beneficiando a todos.
Temos conhecimento que o sistema está falido. Precisamos modernizar nossas atitudes, incentivando novos valores culturais e práticas sociais mais consistentes, voltadas para a educação e proteção de nossas crianças e adolescentes. De nada adianta leis bonitas de serem lidas e estatutos muito bem formatados, se na realidade, nada existe de concreto no cotidiano de muitos dos nossos meninos e jovens, onde a única opção reinante, são mesmo as trilhas incertas a que estão sujeitos naturalmente...

Muito se tem falado no Brasil, sobre os efeitos do uso da droga, mas nada se produz a respeito das sérias conseqüências sobre o que gera o consumo, em termos sociais, além das fronteiras domésticas e de toda a rede que o uso envolve e compromete. A droga não mata apenas quem usa. Mata tudo. Mata por doses homeopáticas a quem nem mesmo imagina o que ela pode causar... A droga mata!!! Mata a cultura!!! Mata a emoção!!! Mata a dignidade e causa a destruição!!!




19 de Abril - Dia do Índio

22 de Abril - Dia do descobrimento do Brasil


http://www.casadozezinho.org.br/

http://desambientado.blogspot.com/

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1169747-1655,00.html
http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=18660&action=reportagem
http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=18669&action=reportagem
http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=18664&action=reportagem
http://www.coav.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1420&tpl=printerview&sid=11



(Fotos retiradas do Rio Adventuretours – Brasil e do google, sem referências de autores)

Cristina Oliveira


4.01.2006

Sem Fio de Ariadna

Este pretende ser um projecto sem fronteiras, um projecto global em tempos de globalização do homem e não da economia.
Aqui o global é a visão, a justiça e a justeza das acções na procura dos trilhos e dos caminhos.
Entende-se que:




Se nos procurarem entre gentes errantes,
Encontrar-nos-ão, mesmo emigrantes.
Não fará falta o fio de Ariadna quando o trilho é certo,
Se transformarmos o muito longe em algo aqui tão perto.
Félix Rodrigues

TRILHAS & TERRAS = Homem em Movimento





Peabiru significa caminhos e foi esse o nome dado para as primeiras trilhas abertas na América Latina. O tronco principal se estende desde Cuzco, no Peru, até São Vicente, no litoral de São Paulo, com ramais para Santa Catarina e outras regiões e foi a partir do litoral catarinense que o português Aleixo Garcia, partiu para descobrir se era verdadeira a existência das minas de prata no interior da terra. A expedição de Aleixo, com participação de mais de 2 mil índios carijós, foi a primeira incursão documentada sob comando de um europeu. Aleixo chegou perto de Potosi, o maciço de prata que tanto despertou posteriormente a cobiça espanhola. Utilizou o Peabiru, o caminho Inca que ficou famoso como trilha até os Andes. Em Santa Catarina também foram encontrados outros vestígios Incas e como em todo país, a ocupação humana avança sobre os restos do Peabiru.
Sem tentar resgatar o passado, mas valendo-se da importância dele para mostrar a inexistência desses limites na busca humana por novos horizontes, nos vemos hoje percorrendo trilhas, na tentativa de que as barreiras não impeçam que o pensamento fique somente na vontade. A comunicação virtual traça hoje muitas trilhas espaciais com o mesmo poder de rompimento das barreiras e de fronteiras, utilizadas por civilizações do passado; essa mesma tão fácil de acontecer tecnologicamente e tão difícil de ser praticada fora dela. A partir desse ponto, será possível percorrer as muitas trilhas humanas dos mundos urbanos contemporâneos, onde as pessoas são comuns e com as mesmas necessidades, sem que seja preciso mostrar e/ou falar de coisas ruins, e sim das coisas boas que certamente existem nas estruturas casualmente arranjadas por pessoas do bem e que visam sempre resultados positivos. Há trilhas nas favelas, debaixo das pontes, nos viadutos, nas muitas margens... Mas, nem por essa razão, tristes.
Há hoje muitos Peabirus em muitos lugares e países. Através do registro testemunhal, com comprometimento do olhar pedagógico, TRILHAS&TERRAS = Homem em Movimento tem a proposta de mostrar o homem e seus reflexos no meio.
Esse espaço passará a compor o Projeto Principal e de mesmo nome, que deverá desenvolver-se em diferentes frentes, tendo nesse primeiro momento, a realização de um livro álbum que deverá documentar as trilhas, por onde passou o Peabiru Inca. Pretende mostrar também os muitos Peabirus, desde o que restou deles, em terras peruanas e catarinenses, até os muitos caminhos trilhados hoje pelo homem atual, urbano ou não, nesses tantos Peabirus.
Cristina Oliveira